quarta-feira, 6 de junho de 2012

MODELO DE PROJETO DE PESQUISA SOBRE EVASÃO ESCOLAR


MODELO DE PROJETO DE PESQUISA SOBRE EVASÃO ESCOLAR


TEMA

Evasão Escolar


TÍTULO

Evasão Escolar na Escola Rural nos Anos Finais do Ensino Fundamental


PROBLEMA

A necessidade de trabalhar para ajudar os pais em casa, ou no trabalho no campo, a falta de interesse provocada pela falta de vaga, de professor, de material didático e também por considerarem que a formação que recebem na escola não é significativa para eles.

           
DELIMITAÇÃO

Escolas públicas da cidade de WXXXXXXX, no interior da BXXXXX

 INTRODUÇÃO

         A evasão escolar é um problema que atinge todos os níveis de ensino da educação no Brasil. O termo evasão escolar é utilizado em vários contextos com diferentes significados.  Estas variações dificultam o entendimento dos motivos reais que influenciam no processo e constituem-se empecilho para ações efetivas de combate ao problema.
Na educação básica, por exemplo, entende-se por evasão apenas os casos em que os alunos deixam de freqüentar a sala de aula, desconsiderando demais situações de saída do aluno da escola.
       Como educadores, devemos responder os questionamentos relacionados aos motivos que levam a evasão escolar dos nossos alunos. “Os meios de comunicação, os ambientes de pesquisa educacionais, as secretarias de educação e a comunidade escolar se questionam sobre seus papéis na resolução deste processo que desencadeia consequências negativas para toda a sociedade, como violência, desemprego e baixa auto-estima dos indivíduos.”
       A desestruturação das famílias, as políticas públicas ou ainda os problemas cognitivos dos alunos, todos estes fatores somados, colaboram com alta taxa de evasão em áreas rurais. Os pais, por não terem estudo, acham mais interessante que o filho ajude nas despesas da casa, do que vá sentar-se nos bancos das escolas, para alguns, adquirir conhecimentos é supérfluo. As políticas públicas sempre criam dificuldades, quando se trata de área rural, tornando a falta de transporte e as precárias condições das estradas, um assunto a ser tratado em segundo plano, sempre alegando falta de verba. Alguns alunos que devido à má alimentação ou a algum tipo de necessidade especial ou cognitiva, por não terem um acompanhamento adequado, acabam ficando sem o aprendizado mínimo.          Enfermidades e gravidez precoce também engrossam esta lista. 
        A evasão escolar denota o fracasso das relações sociais, que no cotidiano mostra-se cada vez mais desumana. Por exemplo: como estudar sobre medidas de higiene para se evitar doenças em locais onde a água está contaminada, se não existe o mínimo de saneamento básico aonde o aluno reside?


OBJETIVO GERAL

Promover iniciativas que consideramos serem positivas no atendimento às necessidades dos alunos.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Avaliar os alunos qualitativamente;
Identificar as dificuldades cognitivas, de saúde, de transporte, situação familiar, entre outras;
 Organizar ou reorganizar o currículo para promover conteúdos significativos para o ensino-aprendizagem;
Conhecer o material didático;
Buscar novos recursos pedagógicos e utilizá-los de forma criativa;
Diminuir a defasagem idade/série.


JUSTIFICATIVA

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Caberá, então, a instituição escolar utilizar os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na escola.


HIPÓTESES

Para diminuir o índice de evasão escolar, a escola deverá criar ações que estimulem o aluno a permanecer em sala de aula e aproximar família da escola.
A participação e o envolvimento da família com a vida escolar são fundamentais para o bom desempenho e permanência do aluno. Os pais que participam das atividades culturais e prestigiam seus filhos durante as apresentações, faz com que se sintam valorizados.
Novos métodos de ensino, com a utilização de recortes de figuras, criação e leitura de histórias, encenação de peças teatrais, elaboração de práticas científicas, construção de gráficos, releitura de obras de arte, tudo isso estimula a criatividade do aluno e dá ao professor, uma nova ferramenta de trabalho, que através da interdisciplinaridade e da promoção de conteúdos que sejam significativos, utilizando-se de temas atuais ou que gerem dúvidas, poderão ser discutidos em sala de aula.
Levar informação aos alunos e aos pais poderá minimizar os efeitos da desinformação demonstrando que o processo ensino-aprendizagem pode ocorrer de forma agradável.
Não existe uma só forma de aprender e uma só forma de ensinar e avaliar. Organizar atividades em grupos e promover ações individuais respeitando as diferenças e as dificuldades de aprendizagem de cada um, lembrando que, cada qual tem o seu tempo e capacidade de compreensão, e possa então, perceber que o melhor caminho será sempre o caminho da Educação. 

CUSTO:

Serão utilizados apenas os recursos disponíveis na escola e doações dos pais e amigos parceiros devido a total falta de verbas na escola.

  
REFERENCIAL TEÓRICO:
ARROYO, M. Educação de Jovens e Adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública.  In: GIOVANETTI, Maria Amélia, GOMES, Nilma Lino e SOARES, Leôncio (Orgs.). Diálogos na Educação de Jovens e Adultos. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2006, p.19-50

BRASIL, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira. Sinopse Estatística da Educação Básica 2007. Disponível em: http://www.inep.gov.br/

BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

BRASIL, O Estatuto da Criança e do Adolescente.  Lei nº. 8069, de 13 de julho de 1990




                       Agenda Semanal
2ª feira: Reunião com Coord. Pedag. para determinar os trabalhos dos alunos que serão apresentados no Evento.
3ª feira: Enviar convites para os pais, solicitando sua colaboração para o lanche comunitário com apresentação de sua própria produção e métodos de plantio.
4ª feira: Providenciar material necessário e disponível na escola.
5ª feira: Reunir o material produzido pelos próprios alunos: música, paródias, teatro, entre outros.
6ª feira: Preparar a quadra e confirmar se todo o material necessário está ok.
Sábado:                 Projeto:
      Nós que fizemos!














MODELO DE ANAMNESE PARA ESCOLAS


MODELO DE ANAMNESE PARA ESCOLAS


I – IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO:

Nome             do aluno_______________________________ Série:_____
Sexo:_____________
Data de nascimento:_____/___________/__________
Naturalidade: _____________________ Religião: ____________________
Nº de irmãos: ______________________
Tem irmãos na escola:____________________
Nome e série dos irmãos nesta escola:
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

Endereço: ________________________________________________

Telefone fixo: ____________________Telefone celular: ____________

Nome do pai:_______________________________________   Idade:
Naturalidade: _______________________  
Grau de instrução:___________________
Profissão: _________________________
 Local  de trabalho: ___________________________________
Nome da mãe: _________________________Idade: _______
Naturalidade: ______________________      
Grau de instrução:__________________
Profissão: _______________________
Função que exerce: ________________
Local de trabalho: _______________________________________________
Telefone: ________________________________Horário: ___________
Nome do responsável (com quem mora a criança) : ________________________
Nível de parentesco: ____________________   Telefone:____________________
Nome e endereço de outra pessoa responsável, caso os pais não sejam localizados _______ ______________________________ Telefone:___________________
Com quem fica a criança quando não esta na escola? __________________

II - SAÚDE DA CRIANÇA

Tem alergia: (   ) insetos    (  ) medicamentos   (  ) alimentos
Especifique: ___________________________________________

Fez ou esta fazendo algum tratamento de saúde: (   ) sim      (   ) não
Especifique: ____________________________________________

Toma algum medicamento de uso constante?  (   ) sim    (  ) não
Especifique: ___________________________________________

A criança apresenta problemas de :
(  ) fala    (  )visão  (  ) audição    (  )motor   (   ) outros

Especifique: ______________________________________________

A criança apresenta:

(  ) bronquite   (  ) convulsão   (  ) infecções de ouvido  (  ) desmaio   
(  ) epilepsia                (  ) diabetes      (  ) outros

Observações: _____________________________________________________
____________________________________________________________

Teve hepatite : (  ) sim  (   ) não

Quando foi o último exame parasitológico? _____________________________________

Tem convenio médico?  (  ) sim   (   )  não  Qual ? _________________________________

Tem convenio odontológico? (  )  sim   (  ) não Qual ? _____________________________

A criança tem problemas de incontinência urinária? (  ) sim    (  ) não

A criança possui algum problema de saúde conhecido que a impossibilite de praticar atividades físicas? (   ) sim   (   ) não  Especifique: _________________________________

III- VIDA SOCIAL:
A rua onde a criança mora tem: (  ) água encanada   (  ) luz elétrica     
(  )rede de esgoto  (  ) fossa séptica      (  ) asfalto         (  ) coleta de lixo

O bairro onde mora tem:  (  ) parquinho público   (  ) cinema   (  ) teatro 
                            (  ) biblioteca  (  ) clubes   (  ) praças  (  ) quadras esportivas
  Freqüenta :  (  ) sim  (  ) não

A criança tem contato com:  (  ) livros  (  ) revistas  (  ) jornais  (  ) gibis  (  )TV
                (  ) Vídeo game  (  ) computador  (  ) jogos   (  ) álbum de figurinhas

Passeios e lazer (aonde vai nos finais de semana, com quem e qual freqüência) ?:___________________________________________

A criança pratica algum esporte? (  ) sim   (  )  não   
Qual? __________________________

Faz algum curso fora do horário de aula? (  ) sim  (  ) não  
Qual? _____________________

Que meio de locomoção utiliza para vir a escola?   
(  ) ônibus coletivo(  ) a pé, acompanhado pelos pais   (  ) a pé, sozinho
Outros : ______________________________________________________________

Autorizo a colocar a imagem da criança no blog da escola quando esta participar de eventos educativos?  (  ) sim   (  ) não

Autorizo meu (minha)  filho (a)  a participar das aulas de Educação Física?
(  ) sim  (  ) não


 Data: ______/__________/____________


________________________________
Assinatura do responsável


_________________________________
Assinatura do Professor (a)/ Orientador

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Histórias Infantis: Origem e Adaptação

Literatura Infantil
 A literatura infantil é uma fonte para trabalhar valores éticos, como respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade. Pode-se trabalhar também, a questão da discriminação, da perseverança e da diferença entre os gêneros e a questão das aparências, como diz um velho ditado: “As aparências enganam”. Isto porque trazem no seu conteúdo lições para a vida são de grande valor na formação do caráter.
A criança pode despertar o gosto pela leitura por curiosidade ou exemplo. Os pais deveriam ler mais para os filhos e para si próprios. De acordo com a UNESCO (2005) somente 14% da população tem o hábito de ler, e sendo a sociedade brasileira não leitora, cabe a escola desenvolver na criança o hábito de ler por prazer, não por obrigação.
Os primeiros livros direcionados ao público infantil surgiram no século XVIII, através de autores como La Fontaine e Charles Perrault que escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. De lá pra cá muitos autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmãos Grimm e Monteiro Lobato, imortalizados por suas obras.
A literatura infantil era tida como mercadoria, principalmente para a sociedade aristocrática.

Com o passar do tempo, a sociedade cresceu e modernizou-se por meio da industrialização, expandindo assim, a produção de livros estreitando os laços entre a escola e a literatura, pois para adquirir livros era preciso que as crianças dominassem a língua escrita e cabia a escola desenvolver esta capacidade.
De acordo com Lajolo & Zilbermann, “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo das obras impressas, servindo como intermediária entre a criança e a sociedade de consumo”. (2002, p.25)
Surge outro enfoque relevante para a literatura infantil, que se tratava na verdade de uma literatura produzida para adultos e aproveitada para a criança. Seu aspecto didático-pedagógico baseava-se numa linha moralista, paternalista, centrada numa representação de poder e servia apenas para estimular a obediência, era uma literatura intencional, com a premiação do bom e o castigo do que era considerado mau. 
Nas duas primeiras décadas do século XX, as obras apresentavam um caráter ético-didático, cuja finalidade única era educar, apresentar modelos e moldar a criança de acordo com as expectativas dos adultos. A leitura não era fonte de prazer, retratando a aventura pela aventura. Havia poucas histórias lúdicas, ou que faziam pequenas viagens em torno do cotidiano, do companheirismo, no amigo da vizinhança, da escola, etc.
Hoje, a literatura infantil se tornou mais ampla e importante, proporcionando à criança um desenvolvimento emocional, social e cognitivo, dando-lhes a possibilidade de adquirir conhecimento na interlocução, evoluindo para o confronto e para a contrariedade.
Assim, a linguagem segundo Bakthin (1992) é constitutiva, isto é, “o sujeito constrói o seu pensamento, a partir do pensamento do outro, portanto, uma linguagem dialógica”.

Objetivos:
- Fazer uma reflexão e discussão sobre os valores éticos;  
- estimular o diálogo e a análise critica;
- desenvolver a audição (ouvir o outro);
- refletir sobre as situações vividas pelos personagens;
- relacionar as vivências familiares com as apresentadas;
- debater sobre as atitudes e dos personagens;  
- comparar com as próprias vivências do dia-a-dia; 
- trabalhar as conseqüências das mentiras.
Toda mentira inventada pode acarretar em coisas boas e ruins, então, o professor junto com as crianças, deve distinguir o certo do errado, e questionar tudo o que sabe e aprende sobre o verdadeiro significado da fraternidade.
"Histórias como Cinderela e A bela adormecida, que tem como tema central a inveja, mostram claramente  que a falta de respeito mútuo pode causar na vida das pessoas, de um lado, a vida repleta de felicidade, pessoas que se respeitam e que amam tudo a sua volta; e de outro lado, a inveja, o desejo de querer o que é do outro".
Pontos para reflexão e debate na sala de aula após leitura dramatizada ou não da história infantil:
1- Como vocês agiriam se isso acontecesse com vocês? Por quê?   
2- As personagens tiveram essas atitudes por quê?

ADAPTAÇÃO DA HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS

(Baseada na ideia original apresentada no blog Pequeno Príncipe)
O três porquinhos viviam felizes na casa de sua mãe, mas um dia resolveram que queriam morar sozinhos, então cada um resolver construir sua própria casa com material reciclável.
O primeiro construiu sua casa de papelão, o segundo construiu sua casa de alumínio, e o terceiro utilizou garrafas pet em sua obra.
O lobo mau, conseguiu destruir as duas primeiras casas com apenas um sopro, mas a casa feita de garrafas pet, que leva um tempo enorme para se deteriorar no meio ambiente, permaneceu de pé.
O lobo assoprou, assoprou, assoprou até perder o fôlego, então teve que fugir do cachorro que vigiava a casa do porquinho e que correu atrás do lobo até a entrada da floresta.
Após este dia o lobo mau nunca mais foi visto nas redondezas e os três porquinhos viveram felizes para sempre trabalhando com material reciclável.

Fundaram a Empresa Amigos da Natureza e auxiliam outras "pessoas" a reaproveitarem materiais para confecção de artesanato, para a construção de casa feitas com garrafas PET, empregam muitas pessoas e não poluem o meio ambiente.
Referências:
www.pequenopríncipe.blogspot.com.br

ABC da Bíblia, música.wmv



ABC da BÍBLIA - Música e Letra de Fátima Brinjow

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS PRINCIPAIS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: 1-JORNAL IMPRESSO

Origem e Evolução dos principais Meios de Comunicação:
      A Importância da Tecnologia na Educação: 
Jornal Impresso

INTRODUÇÃO:

Neste trabalho de pesquisa, vamos apresentar a utilização e aproveitamento das mídias no processo de ensino/aprendizagem, neste caso, o jornal impresso.
Iniciamos com um breve histórico sobre os diversos tipos de mídias (computador, televisão, rádio, jornal impresso entre outros), apresentando a sua evolução no Brasil.
Do jornal impresso, que é o nosso foco, contamos sobre a sua origem no mundo, a revolução dos meios de comunicação após criação da prensa por Gutemberg, que popularizou as informações, antes tão precárias; as outras mídias que vieram para diminuir a importância do jornal e o seu renascimento através do webjornalismo.
As escolas, como não poderiam ficar para trás, introduziram no seu processo pedagógico as mídias para auxiliar a metodologia de ensino e acompanhar a evolução dos meios de comunicação. As informações mudam rapidamente e a escola pode e deve participar ativamente dessa nova era tecnológica.
Por ser um meio de fácil acesso e de baixo custo, sendo capaz de atingir todas as classes sociais, as mídias podem diminuir as desigualdades provocadas por essas diferenças.

OBJETIVOS:

Cabe ao professor, se atualizar, desenvolver e reformular a sua postura reconhecendo que ele faz parte deste processo de transformação e também deve estar em constante aprendizado.
Cabe ao aluno, identificar, aplicar e criar novos meios para facilitar sua própria aprendizagem e participar ativamente dessa evolução, se preparando para o mundo e suas novas exigências para o fortalecimento do cidadão do futuro.

A Importância da Tecnologia na Educação:
 Jornal Impresso e Webjornalismo

 A mídia compreende um conjunto de meios tem a função de transmitir informação, opinião, entretenimento, publicidade e propaganda voltados para a produção e difusão de informações para diversos tipos público. Esses veículos podem ser: impressos (revistas, boletins, jornais, cartazes, folhetos, etc), audiovisuais (outdoors, televisão em canais abertos e em diversas modalidades pagas, filmes, vídeo, rádio etc), mídia computadorizada on line e mídia interativa via computador, dentre outros.
 A presença das mídias na educação brasileira surgiu na década de 30, durante o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que afirmava: “a escola deve utilizar, em seu proveito, com a maior amplitude possível, todos os recursos formidáveis, como a imprensa, o disco, o cinema e o rádio”. Buckingham (2003).
           
           Na história brasileira, a mídia se divide em quatro etapas: 
           Anos 30, quando tratar a mídia na educação “era encontrar formas de inocular as pessoas contra os efeitos nocivos dessa esfera da cultura”.
·                         Anos 60, popularização dos estudos culturais, que propunham a escola criar condições para o aluno refletir sobre o modo como as pessoas convivem com as mídias (“desmistificação”);
·                     Anos 80, o estudo das mídias passou a ser incluído formalmente na educação escolar, através da sua inclusão em outras áreas do currículo;
·              Época atual, que trabalha a partir da perspectiva dos estudos culturais, adaptados às inovações tecnológicas. Agora, os educadores se preocupam em preparar seus alunos, de modo consciente para usufruírem desses benefícios.

            Na sociedade do conhecimento e da comunicação de massa em que vivemos, a mídia tornou-se um instrumento indispensável do processo educativo.
Os órgãos de comunicação social podem e devem contribuir nos processos pedagógicos, por meio da difusão de conteúdos complementando a educação formal e não-formal, pois, os veículos de comunicação são capazes de atingir praticamente todos os segmentos sociais. Nesse sentido, seu potencial é de grande importância para a educação, seja por suas características de integração e também pela sua capacidade de atingir um grande número de pessoas.
 A mídia é reconhecida como um patrimônio social e as novas tecnologias utilizadas na área da comunicação e informação devem ter um papel cada vez mais relevante no processo de educação. “tornar-se uma participante ativo na vida pública necessariamente envolve o uso das mídias modernas”. Buckingham (2003, p.5)
Como as escolas são instituições formadoras de crianças e jovens, atualmente elas abrem espaço para as mídias, considerando sua importância na formação da identidade dos alunos influenciando no comportamento e nas atitudes dos mesmos.
As instituições públicas têm implantado programas educacionais por meio de projetos pedagógicos, elaborados coletivamente, que favorecem a interdisciplinaridade, integrando conteúdos em torno de temas geradores, que se tornaram facilitadores para a aprendizagem.
Os professores utilizam diferentes recursos da mídia, entre eles: livros de literatura Infantil e Juvenil, vídeos, CD-rooms, computador - neste caso, no laboratório de Informática - e também mídias impressas, como jornais e revistas.
As atividades são ligadas aos projetos desenvolvidos e buscam realizar ações integradas aos conteúdos de ensino ministrados na sala de aula, tendo em vista o desenvolvimento dos processos interdisciplinares. O “Multiculturalismo” evidencia-se nos aspectos favoráveis à integração de conteúdos entre as disciplinas.

Aspectos positivos:
·         o interesse despertado pelas mídias no processo de ensino/aprendizagem;
·         a importância na dinâmica das ações do professor;
·         o computador, jornais, revistas, entre outros, complementando o trabalho pedagógico;
·         os projetos são desenvolvidos com possibilidade de integração de conteúdos;
·         a importância e interesse dos alunos atribuído à mídia digital;
·         o computador como fator favorável para a aprendizagem;
·         a diversidade de freqüência à sala de Informática das escolas;
·         o valor e facilidade atribuídos à pesquisa na mídia digital;
·         a articulação das atividades da sala de leitura com a sala de aula.

Aspectos negativos:
·         a insuficiência de recursos midiáticos;
·         a freqüência descontínua à sala de Informática;
·         a insuficiência de softwares adequados aos projetos em desenvolvimento.

“Considerando os referenciais teóricos adotados pode-se destacar que progressivamente acentua-se a preocupação com a formação das crianças e jovens frente à influência avassaladora das mídias” (BELLONI, 2001) e “a necessidade de articulação dos vetores ligados às políticas, às ações administrativas e às questões curriculares e pedagógicas”. (ALARCÃO, 2001).



JORNAL:
Origem e evolução no mundo e na educação

Não se sabe ao certo a origem exata e nem qual foi o primeiro jornal do mundo, mas alguns historiadores atribuem ao Imperador Romano Júlio César esta invenção, pois o mesmo criou no ano de 59 A.C, a chamada Acta Diurna, o primeiro jornal de que se tem notícia e os primeiros profissionais de jornalismo eram chamados Correspondentes Imperiais.
Como não existiam tecnologias de impressão no Império Romano e nem mesmo papel em quantidade suficiente, a fabricação de papel, usando a tecnologia da época era muito cara.
Durante a Idade Média, os jornais tiveram o seu maior salto tecnológico através da invenção da prensa de papel pelo Alemão Johannes Gutenberg, que possibilitou que o trabalho que antes era feito manualmente pudesse ser feito por máquinas, tornando a publicação de livros e jornais mais rápida e barata.
A prensa de papel, construída com base na tecnologia dos tipos (letras) móveis, permitiu que Gutenberg criasse uma nova indústria, fazendo uma revolução tão grande, que alguns autores afirmam que a prensa de papel de Gutemberg tirou o mundo da Idade Média, levando o mundo para a Era da Renascença, com o despertar do jornalismo e da ciência.
            À medida que a tecnologia da prensa de papel de Gutemberg ia sendo disseminada e copiada por seus concorrentes, no início do século XVII a publicação de livros e jornais se tornou cada vez mais popular.

CURIOSIDADE:
“A Bíblia de Gutemberg, considerada por muitos a obra prima do inventor Alemão, foi o primeiro livro a ser produzido, lançado e vendido com a tecnologia da prensa mecânica de papel e começou a ser produzido em 1450 e foi finalizado em 1455, e apesar de terem mais de 550 anos de idade, algumas pessoas, instituições e museus ainda têm cópias originais da Bíblia de Gutemberg!
Exemplares dessa obra podem ser encontrados na Biblioteca do Congresso em Washington, na Universidade Keio em Tokyo e também na casa do empresário Americano Bill Gates, que comprou um exemplar deste tesouro histórico em um leilão.”

No século XX, os jornais atingiram o auge do seu prestígio e popularidade, e o período entre 1890 e 1920 ficou conhecido como Era De Ouro dos Jornais.
O jornalismo tradicional começa a decair a partir de 1920 com a chegada do rádio, mas reagem e adotam medidas para se tornarem mais modernos e populares: adotando a publicação em larga escala com fotos grandes e coloridas (anteriormente eram em preto e branco), passam a usar em seus artigos uma linguagem mais popular e também criam novas sessões dando mais espaço aos esportes e ao humor.
A modernização permitiu que o jornal tradicional chegasse aos dias de hoje.
A partir de 1950 a TV se tornou o principal canal de mídia do mundo, posição que por sinal ocupa até hoje.
Na década de 80, com o surgimento e popularização dos computadores e da Internet, “o jornalismo clássico se reinventa e surge o chamado Web jornalismo”, que tem como principais características a agilidade da linguagem, a velocidade de atualização e o baixo custo de produção, sendo hoje, a Internet, a mídia que mais cresce no mundo.


Evolução do Jornalismo Impresso Através dos Tempos


 Não podemos nos esquecer que a “escrita” é uma das tecnologias de comunicação mais importantes para o nosso progresso e para o desenvolvimento do conceito de comunicação de massa.
Analisando o papel educativo dos meios de comunicação, verificamos que o jornal, é a mais tradicional e importante tecnologia de comunicação descoberta pelo homem.
No início, o jornal não tinha nenhum papel educativo, ele apenas transmitia informações, mas, aos poucos, os meios impressos de comunicação, passaram a ocupar um lugar relevante na educação, estimulando os professores a utilizarem essa mídia como material de apoio didático-pedagógico em todas as disciplinas possíveis.
Algumas empresas jornalísticas possuem em seu quadro de funcionários, um especialista em educação (Pedagogo) que dá consultoria e pode auxiliar os professores, atuando como fonte de consulta atualizada e também como uma forma de aproximar os alunos da realidade formando os leitores do futuro.
Após a leitura de jornais e revistas pelos alunos, a práxis pedagógica deve ser capaz de provocar a discussão e o debate sobre o assunto, levando-os a compreender a importância do jornal enquanto instrumento de informação, de comunicação, de conhecimento e de educação.
Qualquer iniciativa que venha a incentivar a participação do indivíduo quer na sala de aula, quer na sociedade, deve ser estimulada. A implantação desses projetos de uso das novas tecnologias deve ser acompanhada de um estudo que possa torná-los viáveis.
A escola dos dias de hoje, não serve apenas para transmitir conhecimentos, ela deve difundir as novas tecnologias, permitindo que seus alunos possam participar da concorrência de mercado de trabalho em igualdade de condições.

 PRODUÇÃO DE JORNAIS NA ESCOLA

Algumas escolas, além de utilizarem o jornal em sala de aula, estimulam os seus alunos a produzirem o seu próprio jornal.
Para tanto é necessário um projeto de pesquisa elaborado por eles mesmos, onde os alunos buscam informações, fazem tirinhas, anunciam os eventos internos e externos e as notícias de interesse da comunidade escolar, (alunos, professores, pais, gestores, coordenação) e comunidade externa (vizinhança).
Os próprios alunos fazem a redação, a edição e a produção.
Geralmente o estímulo parte de um professor mais engajado com as mídias atuais e que servirá de consultor, mediador e facilitador.
                                           
                                                 
CONCLUSÃO:

Diante do quadro atual em que vivemos, onde as notícias correm em poucos segundos e o que parecia novo se torna obsoleto em pouco tempo, todos nós, cidadãos atuantes na sociedade, independentemente do papel que estejamos exercendo, isto é, seja como professores, alunos, pais, ou profissionais de qualquer área, temos que nos atualizar sempre, para acompanharmos esse processo de profundas, constantes e imediatas transformações tecnológicas.


Referências bibliográficas:

BALL-ROKEACH, Sandra, DeFLEUR, Melvin L. Teorias da comunicação de massa. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.
BODERNAVE, Juan Diaz. Além dos meios e mensagens. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 1987
MARCONDES FILHO, Ciro. Quem manipula quem? Poder e massas na indústria da cultura e da comunicação no Brasil. 2.ed. Petrópolis: Vozes, 1987.
WITKOWSKI, Nicolas (coordenador). Ciência e tecnologia hoje. São Paulo: Ensaio/Unicamp 1995.
Revista Nova Escola




domingo, 5 de junho de 2011

A DIVERSIDADE DA NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA

Apesar dos dicionários darem interpretações e significados às palavras que compõem a nossa língua, pode-se afirmar que o seu uso vai variar de acordo com aspectos geográficos, sociais, históricos e no estilo, tanto na fala como na escrita.
A língua escrita, por ter uma apresentação mais conservadora, deve levar o indivíduo a não cometer erros, principalmente em relação à sintaxe. Cada texto produzido, cada gênero a ser seguido deverá conter as características que os definem na sua forma, na sua composição. Lembre-se que aquele que não domina a língua "padrão" sofre o "preconceito linguístico", mas ressalto que, com o advento da internet, os usuários das redes sociais, em sua maioria, criaram uma forma de comunicação própria: o "internetês".
Alguns vocábulos e também a pronúncia são típicos em determinadas regiões, e nesta gama de variantes linguísticas pode-se afirmar que o meio, a classe social, o grau de escolaridade, as expressões comuns de certas profissões, além do estilo, (cada um tem a sua fala), também fazem parte da nossa comunicação que deverá sofrer adaptações para poder se adequar a uma determinada situação, como por exemplo, numa entrevista de emprego.
Diante do exposto, observa-se que as diferenças da nossa língua, ou melhor, da maneira como nos expressamos, não faz de nós brasileiros diferentes, e sim iguais diante da nossa cultura rica e diversificada.

Redação do 5º período de Pedagogia, 1º sem/2011.
Maria de Fátima Vieira Martins

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ARTIGO SOBRE PAZ SOCIAL

CULTURA E EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA A PAZ

As dimensões continentais do nosso país, a diversidade cultural, a formação educacional frágil e a falta de vontade política são fatores determinantes que contribuem para a violência que observamos nos dias atuais.

O primeiro contato de nossas crianças ocorre em casa com os pais, mas a busca desenfreada por uma melhor condição de vida faz com que alguns deles não tenham tempo suficiente para transmitir aos filhos os valores morais que herdaram e colocam esta responsabilidade na escola que passa a ser vista como “exemplo”.

A internet e toda essa tecnologia que veio para facilitar as nossas vidas acabaram se transformando numa arma poderosa na divulgação e disseminação da violência. Os heróis atuais perderam a humanidade; não são mais formadores de caráter como aqueles personagens ingênuos de Monteiro Lobato e Walt Disney.

É na infância que se inicia o desenvolvimento cognitivo e afetivo, no entanto, algumas crianças são privadas de condições básicas de sobrevivência, são vítimas de preconceito, discriminação e intolerância, vivem na linha da pobreza, moram em áreas de risco social, são abandonadas ou maltratadas pelos próprios pais desajustados; mas não temos apenas que tratar o problema e sim, transformar os números desta triste estatística em programas voltados para o ser humano.

Enfim, com sensibilidade, com políticas pedagógicas que permitam a inclusão de todos e com cada um fazendo a sua parte, podemos vislumbrar um caminho de esperança para alcançarmos a tão sonhada paz social.

Redação de Maria de Fátima Vieira Martins 4º período de Pedagogia Universo

T: 20441-N -- 2ºsemestre/ano2010.